
Antes mesmo de começar um novo ano, começamos a fazer nossa lista de desejos e obrigações, porém depois que o ano acaba olhamos novamente para nossa lista e o que vemos é que não fizemos nem a metade daquilo do que esperávamos.
Quantas vezes você começou uma dieta e acabou vencida por uma caixa de bombons?Ou decidiu parar de fumar e dias depois se viu fumando ainda mais do que antes? Não que eu seja fumante, isso é só um acanhado exemplo que geralmente fazemos planos em horas erradas. Tente fazer uma retrospectiva daquelas resoluções de ano novo propostas poucos meses atrás e verá que muitas delas já se converteram em pequenas ou grandes frustrações. Embora os manuais de auto-ajuda preguem o contrário, acredite, nem sempre estamos preparados para assumir uma transformação de vida e isso não significa de forma alguma, falta de empenho ou de capacidade __como é comum concluirmos __, mas sim de uma reserva de energia necessária para, num momento particular da vida, alcançar aquele determinado objetivo.
O fato é que, intimidadas por frases-clichês de impulso pessoal como “ a hora é agora” e tantas outras imposições que dão a exata medida do sentimento de urgência que move a sociedade atual, acabamos nos impondo desafios simultâneos e imediatos que, obviamente, não vamos dar conta. Um exemplo? Voltemos às tais resoluções. É bem provável que você tenha prometido a si mesmo mais tempo para vida pessoal em 2007, mas se o trabalho ou estudos continua exigindo a mesma dedicação, você criou para si uma falsa expectativa, já fadada ao fracasso. Outra situação típica: você decide entrar numa academia e se matricula mesmo sabendo que não vai ter disponibilidade para freqüentá-la. Aqui, além da sensação de impotência de não estar investindo com empenho no projeto de ter um corpo mais em forma, acumula-se outro fracasso: o de pagar, não aproveitar o serviço e se martirizar freqüentemente por isso.
Tudo isso para dizer o seguinte: se você acha que não vai conseguir atingir uma determinada meta agora, simplesmente adie, e o mais importante: sem culpa. Quanto mais irrefletidas são as metas que nos impomos, maiores são as possibilidades de nos frustramos e perdemos a confiança no nosso próprio potencial. Portanto, por mais insistente que sejam os apelos por uma vida plena de realizações, procure não entrar na histeria coletiva de colocar a vida em ordem num só fôlego. Aprenda a reconhecer o seu momento certo de agir.
Por isso, diferentes dos outros anos, não fiz planos algum para 2007, vou deixar calhar e se tudo fluir bem espero ser muito feliz nesse novo ano.




